Comprimento: 22 cm. Presente em toda a Amazônia brasileira e de Alagoas ao Rio Grande do Sul, estando restrito, no Nordeste, à Mata Atlântica. Encontrado também em quase todos os demais países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. É comum nos estratos inferior e médio de florestas úmidas e capoeiras altas, tanto nas baixadas como nas montanhas.
Vive solitário ou aos pares, pulando no chão. Alimenta-se de frutos e segue formigas-de-correição. É de difícil observação. Faz ninho semelhante ao de outros sabiás. Põe de 2 a 3 ovos azul-esverdeados com marcas marrons. Conhecido também como carachué-coleira
Comprimento: 20 cm. Presente em grande parte do Brasil, incluindo toda a Amazônia, estendendo-se para leste até a Bahia e em direção sul até Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Encontrado também do México à Costa Rica e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile. É comum em áreas arbustivas e florestas secas, pastagens abandonadas, campos com arbustos e árvores isoladas, jardins em cidades, clareiras, margens de rios e pântanos em áreas mais úmidas.
Vive aos pares ou em pequenos grupos baru-lhentos e fáceis de observar. Alimenta-se principalmente de frutos. Faz ninho de gravetos e gramíneas. Põe 2 ovos azul-claros com finas estrias pretas. Conhecido também como trinca-ferro-da-amazônia e gonga.
Comprimento: 10,5 cm. Presente em duas regiões separadas: 1) na Amazônia, nos estados de Roraima, Amapá e Pará (Ilha de Marajó); 2) do Mato Grosso ao Piauí e noroeste da Bahia, em direção sul até o Rio Grande do Sul, estando ausente dos estados litorâneos até o norte de São Paulo. Migra durante o inverno nas áreas mais ao sul (como Santa Catarina), aparentemente por falta de alimento. Encontrada também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina. Tem um dos cantos mais melodiosos entre todos os pássaros.
Às vezes imita outras espécies, como o bem-te-vi. Varia de incomum a localmente comum em campos com gramíneas altas, cerrados, vegetação à beira de rios, buritizais e outros locais pantanosos. Vive em pequenos grupos, às vezes associados com outros pássaros que se alimentam de sementes. Faz ninho na forma de uma xícara aberta e rala. O macho é cinza-azulado; a fêmea é marrom-clara. Conhecida também como patativa-da-serra, patativa-do-cerrado e patativa-da-amazônia.
Comprimento: 21 cm; peso: 43 g. Presente em quase todo o Brasil, com exceção da região amazônica ao norte do Rio Amazonas e oeste do Rio Negro. Encontrado também nas Guianas, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. Varia de incomum a comum em capoeiras, bordas de florestas, clareiras, florestas de galeria e palmeirais, tanto em regiões úmidas quanto secas.
Vive solitário, aos pares e, eventualmente, em bandos, às vezes junto a bandos mistos. Faz um ninho largo, curto e frouxo, em forma de bolsa, de talos largos e secos, que se destacam pelo colorido. Conhecido também como primavera, rouxinol-de-encontro-amarelo (Amazônia), encontro (Rio Grande do Sul), merro (Paraná), pega, soldado e xexéu-de-banana.
Comprimento: macho 27 a 29,5 cm; fêmea 21,5 a 24 cm. Presente no Brasil em duas regiões separadas: 1) em toda a Amazônia, e 2) de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, estendendo-se para o interior até Goiás e Mato Grosso do Sul. Encontrado também nos demais países amazônicos e no Paraguai e Argentina. Varia de raro a comum na copa e bordas de florestas úmidas (na Amazônia principalmente na terra firme), florestas secas e de galeria e capoeiras altas. Vive em grupos, sendo visto regularmente nas bordas de diversos hábitats florestais.
Somente a fêmea constrói o ninho, em colônias, com material de vários vegetais e localização variada, podendo ser à pouca altura sobre a água, no alto de árvores no meio da floresta ou em palmeiras nas bordas da floresta. Diferentemente do japiim não costuma fazer suas colônias em associação com japus. Põe 2 ovos brancos com pontos e manchas avermelhados e roxos. Conhecido também como japira, japiim-do-mato, japiim-de-costas-vermelhas e japim-guaxe.
Comprimento: 12 cm; peso: 15 g. Presente na Amazônia brasileira, a leste dos rios Negro e Madeira, no Nordeste (excetuando-se a área da caatinga), e em direção sul até o Rio Grande do Sul. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Paraguai e Argentina. É comum em bordas de florestas, florestas de galeria, clareiras e jardins, evitando áreas abertas mais áridas. Vive aos pares ou em pequenos grupos e junta-se com freqüência a bandos mistos de aves. Além de ser muito apreciado por seu canto melodioso, o macho costuma imitar as vocalizações de uma grande variedade de espécies, como gaviões, papagaios, tucanos e gralhas.
Alimenta-se de pequenos frutos. O macho tem as partes superiores azul-metálicas, uma mancha amarela na testa e as partes inferiores amarelas; a fêmea apresenta as partes superiores verde-oliváceas e as inferiores amarelo-oliváceas. Conhecido também como guiratã (nome para a fêmea, no Rio de Janeiro), guipara (idem, em Santa Catarina), guiratã-de-coqueiro (Pernambuco), tem-tem-de-estrela e gaturamo-itê
Comprimento: 17 cm. Presente tanto ao norte do Rio Amazonas, do Rio Negro para leste até o Amapá, quanto ao sul, do Rio Madeira até o Maranhão; também acompanhando a costa, desde o Ceará até o Rio de Janeiro, para oeste até Minas Gerais. Encontrado também no Panamá, Colômbia, Venezuela e Guianas. É comum no estrato médio e na copa de florestas úmidas e capoeiras maduras.
Vive aos pares ou em bandos bastante barulhentos, que podem chegar a 10 ou 20 indivíduos, eventualmente associado a bandos mistos de pássaros, quando visita árvores frutíferas. Conhecido também como canário-do-mato, pipirão-da-mata e furriel-canário (Espírito Santo).